quinta-feira, 25 de agosto de 2016

LOBATEANA: BRANCURAS


Segue o cortejo
da jovem morta;
dezoito anos,
tuberculosa.
Ontem um anjo,
hoje noivinha,
toda de branco
no alvo caixão.
Muitas mocinhas,
também meninas,
todas de branco,
em suas mãos levam
só flores brancas:
jasmins do Cabo
e margaridas,
brancos os cravos,
os bogaris
e as camélias,
em profusão.
Cortejo branco,
dia de sol,
tanta brancura
lembra a neve.
Ante o cortejo
eu indaguei:
“Como chamava
a jovem morta?”
E responderam-me:
“Chamava Branca.”


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