quinta-feira, 25 de agosto de 2016


Eu fui poeta bissexto,
toda a minha juventude,
gastando no ócio infrutífero
os meus anos de potência.

Quando a vida fez-se peso
e o meu corpo se curvava,
assumi-me um poeta,
mas sem genialidade.

O poeta genial
é forjado em arte e vida
e eu vivi minha existência
prostrado pelo apatia.

A mim coube, como tema
em meus versos recorrente,
cantar toda a frustração
que eu carrego na velhice.

Hoje sei que sou poeta,
vivendo a minha arte
desta vida a cada dia,
mesmo que só para mim.


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