quinta-feira, 25 de agosto de 2016

  
Minha pele é tão branca,
sem contrastes em meu corpo,
pois fechado em meu claustro
não me bronzeia o sol.

Pareço um ser da noite,
embora seja eu do dia.
À noite dorme meu corpo,
mas de dia é que eu sonho.

Duram décadas meus sonhos,
os quais poucos concretizo.
Em meu claustro sinto o tempo
esvaindo-se co’a vida.

Vai-se a vida, vai-se o tempo,
foi-se a minha juventude.
Minha pele branca e pálida
prefigura meu cadáver.


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