Governador romano foi Pilatos,
aquele que interrogou a Cristo,
e mesmo não achando-lhe delito,
e não querendo entregar-lhe à
morte,
e tendo o direito de soltá-lo
– quem sabe quantos “e” lhe
caberiam –
ainda assim ele consulta ao povo,
que pede-lhe que solte Barrabás
e a condenação dê a Jesus.
O homem que representa o César,
o Magistrado todo-poderoso,
curvou-se ante o clamor do povo,
mas lavou as mãos do sangue
inocente,
não fingindo sequer convicção.
Sua consciência brada contra o
crime
que o Sinédrio quer a ele impor,
porém em sua fraqueza humana,
o poderoso cede ao que lhe pedem
e aceita entregar Jesus à morte.
Na Paixão de Jesus, Pôncio
Pilatos
foi, quiçá, o mais humano sinal
da tragédia que a Deus
crucificou.
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