Senhor, em meus poemas eu desejo
louvar- Vos e à Vossa criação,
pois reconheço a grandiosidade
de tudo o que um dia Vós plasmastes.
Também eu sinto que se há engenho
nestes poemas que vou escrevendo,
de Vós apenas é que ele me vem
e não há falsidade em meu juízo.
No entanto, quando tenho a pena à mão
e quero em meus versos Vos louvar,
qualquer inspiração desaparece
e a idéia não encontra a sua forma.
Estou eu tão apartado de Vós,
por isso incapaz de um louvor?
Ou, porque os versos vêm todos de Vós,
não reconheço neles mi’as palavras?
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