quinta-feira, 29 de dezembro de 2016


Ainda tenho a tua foto
na moldura, sobre a mesa,
com tanta vida, sorrindo,
de ti é a imagem que guardo.

Não recordo se a tristeza
maculou um dia tua face.
Não cheguei a conhecer
em ti a ação do tempo.

Permaneces ‘inda jovem,
enquanto vou-me acabando
em meio a tantas dores.
Mas a dor tu desconheces.

Não sei qual maior ventura
há em nossa vida humana:
morrer jovens com seus sonhos
ou idoso e insone.


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