A inocência acompanhou-me
grande parte de mi’a vida.
Eu não conhecia o mal
que havia neste mundo.
Lembro a imagem de mim mesmo
quando via os siriris
que perdiam suas asas
e eu tentava os salvar.
Não sabia que o frágeis
seres caídos ao chão
cupins eram, e terríveis,
devoradores de obras.
Foi na dor que descobri
que no mundo há o mal,
espalhado por aqueles
que têm aparência humana.
Dói-me hoje ao coração
a inocência que perdi,
a bondade destruída,
o meu olhar sem malícia.
O olhar endurecido
não enxerga n’outro a vida.
Minha alma massacrada
perdeu a fraternidade.
Hoje não salvo ninguém,
nem a minha própria vida.
Devorou mi’a humanidade
a falta de amor no mundo.
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