quinta-feira, 29 de dezembro de 2016


A inocência acompanhou-me
grande parte de mi’a vida.
Eu não conhecia o mal
que havia neste mundo.

Lembro a imagem de mim mesmo
quando via os siriris
que perdiam suas asas
e eu tentava os salvar.

Não sabia que o frágeis
seres caídos ao chão
cupins eram, e terríveis,
devoradores de obras.

Foi na dor que descobri
que no mundo há o mal,
espalhado por aqueles
que têm aparência humana.

Dói-me hoje ao coração
a inocência que perdi,
a bondade destruída,
o meu olhar sem malícia.

O olhar endurecido
não enxerga n’outro a vida.
Minha alma massacrada
perdeu a fraternidade.

Hoje não salvo ninguém,
nem a minha própria vida.
Devorou mi’a humanidade
a falta de amor no mundo.   


Nenhum comentário:

Postar um comentário