quinta-feira, 25 de agosto de 2016


A Paris dos anos vinte despertava
o artista ao que por ela caminhava,
não apenas pelos que ali havia
 – eram tantos, quando o mundo renascia
do flagelo chamado de Grande Guerra –,
mas por respirar-se o ar da liberdade.
Hoje muitos percorrendo vão as ruas,
esperando reviver aquela era,
no entanto, dela só encontram placas
a sinalizar os que ali passaram.
Foi na Guerra que perdeu-se a esperança,
sem saber se haveria um futuro
e o agora sendo tudo o que tinham.
O presente era a sua liberdade.


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