sábado, 23 de julho de 2016

OUTONO


Houve um tempo em que acreditei no amor,
que ao meu lado eu teria alguém um dia,
os cabelos embranquecendo juntos,
nossas lembranças numa só fundidas.

Mas o amor ao qual eu ansiava
nunca foi chama a arder-me no peito,
foi fogo-fátuo, belo e efêmero,
sem aquecer-me o coração vazio.

A primavera ficou para trás
e neste outono frio em que me encontro
aqueço o corpo com um cobertor,
sentado ao sol, o inverno aguardando.

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