sábado, 23 de julho de 2016


À porta de meu claustro eu me sinto,
quedando-me entre as trevas e a luz.
O claustro do meu eu faz-se seguro,
pois nada ali eu tenho de arriscar.

No entanto, se eu sair para a luz,
abre-se o horizonte para mim
e tudo tenho de deixar p’ra trás,
incerto daquilo que encontrarei.

Por isso avanço à frente alguns passos,
sentindo-me pequeno em meio ao mundo,
e o medo de perder mi’a identidade
faz-me retroceder em meu caminho.


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