sábado, 28 de maio de 2016


                                                             a Osiris de Ophir Incisi

Morreu jovem, muito jovem,
no auge de sua beleza.
Sua história, na família,
ficou envolta em lenda.

Órfã de pai muito cedo,
foi profundamente amada
pela mãe e a família,
pelos que a conheciam.

Não conheço entre os parentes
quem mais foi fotografada,
desde nova até sua morte,
em toda graciosidade.

Se eu olho p’ro passado
e procuro perfeição
entre os meus familiares,
ela é sempre a imagem.

Todos podiam zangar-se,
mas era ela só alegria.
Um talento ao piano?
Com certeza a Osíris.

Uma criança levada?
Qualquer uma, mas não ela.
Exemplo de educação?
Olhem para essa menina.

Mulher de grande beleza,
não apenas exterior,
mas também era sua alma,
era em todo seu ser.

Não chegou ela à velhice,
pois a morte apaixonada
a quis logo para si
no apogeu da juventude.

Meio século passado,
ainda há quem a chore
e este pranto continua
enquanto alguém a lembrar.

Subiu ela para o céu
e sua fama, aqui na terra,
entre os seus familiares,
beira a dimensão do mito.

Seus retratos frente aos olhos
despertam melancolia
ante u’a vida ceifada
antes de fazer-se plena.


Nenhum comentário:

Postar um comentário