sábado, 28 de maio de 2016


Após a notícia de tua morte,
de ter visto o teu corpo no caixão
e sepultar-te no frio jazigo,
a dor maior senti em nossa casa
ante o total silêncio de tua voz
e a cama que, sem ti tornou-se imensa.
Chorei ao colocar as tuas roupas
na mala para a tua viagem se volta.
A consciência de tua partida
tornou-se plena em mim nesse momento,
doendo como deve um aborto
que embora ceife a vida não a esquece.
O adeus continua a cada dia
e a vida minha segue o seu curso,
até quando eu não mais chorarei.
Quiçá alguém por mim deite o seu pranto.

                                                    

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