a
Dom Adriano Hypólito
Tinha
espírito de artista,
a
música era a su’arte
e
por ela a Deus falava
e
de Deus falava ao povo.
Homem
de cultura vasta,
dedicava-se
à oração,
aprendendo
a cada dia
quão
providente é Deus.
Escolhido
para bispo,
veio
a Nova Iguaçu,
onde
fez-se servido
do
pobre povo daqui.
Cessam
as correspondências
com
outros cultos artistas.
Findam
as composições
e
as regências que fazia.
O
contato com o povo
de
sua querida Baixada
converteram-lhe
a vida
e
o seu episcopado.
Ele
foi bispo dos pobres
e
dos marginalizados.
Acolheu
os perseguidos,
sem
temer por sua vida.
O
poder instituído,
feito
dura ditadura,
confundiu
sua caridade,
comunista
lhe chamaram.
Seqüestrado
foi então
e
longe abandonado
nu
como Jesus na Cruz,
o
corpo tinto vermelho.
O
seu carro explodido
foi
em frente ao edifício
da
Conferência dos Bispos
como
aviso à Igreja.
Tal
qual Jesus humilhado,
não
deixou Dom Adriano
de
continuar sua luta
pelos
direitos do povo.
Reergueu-se
com mais força,
sem
calar a sua voz.
Não
se deixou abater
ante
a opressão dos fortes.
Vinte
anos se passaram
de
sua ressurreição
e
no entanto ‘inda seu nome
é
luzeiro em nossa Igreja.
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